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MUSEU SEMMELWEIS BUDAPESTE

Showcase em destaque

O Museu Semmelweis (http://www.semmelweis.museum.hu/muzeum/index_en.html) foi inaugurado em 1965 na cidade de Budapeste, na Hungria. Dedica-se principalmente à preservação da medicina e farmácia húngaras, mas há um rico acervo sobre a evolução da História da Medicina em geral, do Egito antigo ao século XX. Há instrumentos médicos e científicos, objetos de farmácia, livros, pinturas, moedas. O nome do médico obstetra húngaro Ignác (Ignaz) Semmelweis (1818-1865) ocupa lugar de honra na História da Medicina. Apesar de incompreendido em sua época, sua descoberta sobre a causa e a prevenção da febre puerperal foi um exemplo brilhante de observação e capacidade dedutiva. As lavagens de mãos profiláticas, que ele tornou obrigatórias antes da manipulação das parturientes, o tornaram um pioneiro da antissepsia durante a época pré-bacteriológica apesar da resistência e da desinformação de seus pares. O museu está instalado na casa onde ele viveu e também guarda móveis, instrumentos, documentos e livros que lhe pertencera

 

MUSEU DE HISTÓRIA DA MEDICINA DE HAUTEFORT

O Hospital de Hautefort está localizado no interior da França, na região da Aquitânia, na Dordonha, distrito de Périgueux. É um monumento histórico da França e, desde 1994, abriga um museu de História da Medicina que possui um rico acervo de instrumentos médicos e cirúrgicos desde o século XVII.
O Hospital de Hautefort está localizado no interior da França, na região da Aquitânia, na Dordonha, distrito de Périgueux. É um monumento histórico da França e, desde 1994, abriga um museu de História da Medicina que possui um rico acervo de instrumentos médicos e cirúrgicos desde o século XVII.
O hospital foi fundado pelo Marquês Jacques-François de Hautefort em 1669 e inaugurado em 1717, recebendo pacientes desde 1681. As Irmãs da Caridade de Nevers cuidaram dos pobres no hospital até o final do século XIX. Soldados feridos foram tratados em Hautefort durante a I Guerra Mundial.
O prédio tem a forma de uma cruz grega. Há quatro alas no andar térreo e a primeira a ser visitada é a “Sala do Pai Eterno”, que abrigava 11 homens. As outras alas são as salas do “Santo Espírito”, que recebia 11 mulheres, e do “Verbo Divino”, que acolhia 11 meninos.
A quarta ala e a cúpula central compunham a capela da Santíssima Trindade. No segundo andar há as salas “Hipócrates”, “Platão”, “Aristóteles e “Galeno”, dedicadas respectivamente à farmácia, à odontologia, às descobertas do século XX e à cirurgia e à esterilização.

 

MÉDICOS DO “AL-ANDALUS”

O nome “al-Andalus” foi dado à Península Ibérica pelos árabes, que a dominaram desde o ano 711 até 1492. As cidades de Córdoba, Granada e Sevilha foram os grandes centros dessa civilização com personalidade própria, uma mescla das culturas árabe islâmica e romano-gótica da antiga Hispânia (ou Ibéria, para os gregos).
Até o final do século VI a medicina árabe era mágica e empírica. Porém, com a fuga dos nestorianos do Império Bizantino para o Oriente, os árabes tiveram acesso às obras clássicas gregas traduzidas para o siríaco e para o árabe. Os nestorianos eram cristãos que seguiam a doutrina preconizada por Nestório, Patriarca de Constantinopla, que foram excomungados como hereges em 431. Entre as obras traduzidas estavam os textos de Hipócrates, Galeno e Aristóteles. Assim, já no “Período do Profeta” (570-632 d.C.), a medicina árabe começou a se basear nos conceitos hipocrático-galênicos. Após a morte de Maomé, o Islã teve um dos mais impressionantes períodos de expansão na história da humanidade.
Médicos importantes nasceram no “al-Andalus” e suas memórias continuam cultuadas na Andaluzia. Entre esses se destacaram: Albucasis, Averróis e Maimônides. Al Zahrawi ou Abulcasis (Córdoba, 936 – Córdoba, 1013) foi o grande mestre da cirurgia medieval. Além de inventor de diversos procedimentos e instrumentos cirúrgicos, foi o primeiro a ilustrá-los com desenhos detalhados. Ibn Rushd ou Averróis (Córdoba, 1126 – Marrakesh, 1198), além de filósofo, juiz e médico pessoal do sultão, foi um estudioso da neurociência e da neurologia. Teria sido o primeiro a reconhecer que a retina – e não a lente (cristalino) – é a parte sensorial do olho. Moshé ben Maimón, Musa ibn Maymun ou Maimônides (Córdoba, 1135 – Fustat [Egito], 1204) era médico, rabino, filósofo e teólogo. Maimônides é considerado a figura mais proeminente do judaísmo durante a Idade Média, além de médico competente, abnegado e humanitário.

 

HOTEL-DIEU HOSPICES DE BEAUNE

Perfeitamente preservado desde a Idade Média, o Hôtel-Dieu dos Hospices de Beaune foi fundado em 1443 pelo diplomata e mecenas francês Nicolas Rolin (1376-1462) e sua esposa Guigone de Salins (1403-1470), sendo concluído em 1457. Foi uma obra de caridade pois imediatamente após a Guerra dos Cem Anos (uma série de conflitos armados entre a França e a Inglaterra que de modo intermitente duraram 116 anos, de 1337 a 1453) reinava a mais completa desolação nas cidades e Beaune estava na miséria, com total escassez de alimentos.
Para tentar assistir e ajudar a população e diminuir o cenário de desespero, o casal de nobres franceses (Nicolas Rolin era então chanceler do Duque de Borgonha) decidiu criar um hospital para os pobres. Dotaram uma renda anual e recursos próprios (vinhas).

Apelaram aos artesãos de Beaune para a edificação do "Palácio Para os Pobres", assim como aos artistas para que doassem suas obras e decorassem o que se transformou em uma grande obra arquitetônica, que ajudou muitas pessoas por mais de 500 anos. O Hôtel-Dieu de Beaune, com suas fachadas góticas e seu telhado colorido com figuras geométricas, prestou assistência aos necessitados até 1971, quando suas atividades hospitalares propriamente ditas foram transferidas para instalações mais modernas. Hoje é um museu onde se pode visitar as antigas instalações: farmácia, cozinha, capela e enfermarias, com especial destaque para a Salle des Pôvres (Sala dos Pobres).
Uma das fontes de recursos do Hôtel-Dieu de Beaune é a produção de vinhos da mais alta qualidade. Essa atividade vem sendo desenvolvida há séculos e desde 1859 até os dias de hoje é promovida a cada ano uma célebre venda de seus vinhos excepcionais. Essas vendas, sob a forma de leilão, continuam arrecadando fundos para o atendimento dos pobres até a atualidade.